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Nossas histórias

Cada pessoa nesse mundo tem uma história pra contar! Já pensou nisso?

E algumas dessas pessoas têm muitas histórias pra contar!

Contar histórias faz parte de nós, criaturas humanas! E contamos o tempo, o amor, os dissabores e amarguras da vida, o vento, o contratempo e tudo o que é possível contar!

Contamos pra nós mesmos, como se fosse um exercício para não esquecermos nunca!

Contamos para os outros para que possam espalhar palavras e sonhos para mais ouvidos e bocas!

É a história de lutas de seu José, desde pequeno trabalhando duro na construção!

É a história de desencontros de Maria, que teima e tem ousadia de continuar a acreditar.

É a história de João, Chico, Janete…

É a história pequena, miúda, mas forte!

É a história longa, densa, que prende a gente sem ar!

E vamos contando nossas histórias enquanto o tempo nos permite escrever!

Nesse escrever, vamos costurando enredos e falas, cores e horas… Tudo pra deixar um livro cheio de nuances, altos e baixos chamado vida!

Campista Cabral

Campista Cabral, leitor assíduo dos portugueses Camões e Pessoa, do poetinha Vinícius, herdou deles o gosto pelo soneto. A condensação dos temas do cotidiano, assim como a reflexão sobre o fazer poético, parece procurar a sua existência empírica ou, nas palavras do poeta, um rosto perfeito, na estrutura do soneto. Admirador e também leitor obsessivo de Umberto Eco, Ítalo Calvino, José Cardoso Pires, Lobo Antunes, do mestre Machado de Assis e do moçambicano Mia Couto, retira dessas leituras o gosto pela metalinguagem, o prazer em trabalhar um espaço de discussão da criação literária em sua prosa. A palavra, a todo instante, é objeto base dos contos e das crônicas. A memória, o dia-a-dia, o amor, as sensações do mundo e os sentidos e significados da vida estão presos nos mistérios e assombros da palavra.

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